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Biópsia de Vilo Corial

Exames Complementares
01/09/2016 | 2582 Visualizações |

O que é a Biópsia de Vilo Corial?

A biópsia de vilo corial é um teste pré-natal, que consiste na coleta de uma pequena amostra da placenta. É utilizado para diagnosticar se o bebê tem alguma alteração cromossômica, como a Síndrome de Down. É realizado entre a 11ª e a 14ª semana de gestação, antes que outros testes pré-natais como a amniocentese. A biópsia de vilo corial também pode ser usada para diagnosticar outras condições genéticas, como a fibrose cística. Normalmente a coleta é realizada através da parede abdominal da gestante. Apesar de ser um teste muito importante para a saúde do bebê, pode apresentar alguns riscos.

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Quando é indicado realizar a biópsia de vilo corial?

Este teste pode dar informações sobre a formação genética do bebê. Geralmente a biópsia de vilo corial é feita quando há uma suspeita de alteração cromossômica no feto e o resultado vai mudar a conduta do Obstetra ou do Pediatra em relação ao bebê.

Indicações:

  • Exames de triagem alterados: quando há alteração no exame de ultrassonografia morfológica de primeiro trimestre, como um aumento na translucência nucal do feto.
  • Alterações cromossômicas em gestação anterior: gestantes que possuem um filho com alteração genética tem maior risco de nova gravidez com alteração cromossômica.
  • História familiar: quando há vários casos de uma doença genética na família do pai ou mãe do bebê.

Nem todas as alterações do bebê podem ser avaliadas pela biópsia do vilo, sendo que outros exames podem ser recomendados de acordo com a suspeita.

Riscos

A biópsia do vilo corial tem alguns riscos, sendo eles:

  • Aborto: o risco de abortamento é aproximadamente de 1%, o mesmo que a amniocentese (feita no segundo trimestre). Pode ocorrer ainda sangramento vaginal ou formação de um hematoma (sangramento) atrás da placenta.
  • Sensibilização Rh: Nas gestantes Rh negativos, é necessário fazer a imunoglubulina, uma injeção para impedir a ocorrência da isoimunização.
  • Infecção: Muito raramente o procedimento pode iniciar uma infecção dentro do útero
  • Falha de coleta: a chance de obter o material necessário na primeira punção é de cerca de 95%. Pode ser necessário uma nova punção.

A decisão final de realizar ou não a biópsia sempre cabe aos pais, mas o especialista em Medicina Fetal pode ajudar nesta escolha.

Como é feita a biópsia de vilo corial?

No início do exame, o especialista em Medicina Fetal irá realizar um exame de Ultrassonografia para definir a localização da placenta e a idade gestacional do bebê. Em seguida, é feita uma higienização do abdômen da gestante e todo o procedimento é feito com cuidados de assepsia, para evitar contaminação.

É realizada anestesia da pele da mãe, e o médico usará o ultrassom para guiar uma agulha longa e fina até a placenta. O médico irá aspirar um pequeno conteúdo da placenta para uma seringa. Este material será encaminhado para um laboratório para a análise.

Os batimentos cardíacos do feto são verificados ao fim do procedimento.

A recuperação da gestante é rápida e a alta pode ser realizada no mesmo dia. É recomendado repouso relativo por 24 horas depois do exame.

Resultados

O especialista em Medicina Fetal ou em Genética ajudará a gestante a entender os resultados obtidos com a biópsia do vilo corial. Ocasionalmente, é necessário que outro exame seja realizado, como a Amniocentese.

Referências

  1. http://www.mayoclinic.org/tests-procedures/chorionic-villus-sampling/basics/how-you-prepare/prc-20013566
  2. Fetal and maternal complications of chorionic villus sampling: results from a specialized center in the Northeast of Brazil – Antonio Carlos Vieira LopesI; Kleber PimentelII; Alessandro de Moura AlmeidaIII; Eduardo Costa MatosIII; Maria Betânia Pereira Toralles
  3. http://www.healthline.com/health/chorionic-villus-sampling